Sim, eu sei, "é a vida", você me diz. Eu não entendo nada dessas coisas que atiçam a pele feito vento assombroso que passa sem avisar. Eu sonho mesmo com um sono sem sonhos. Sonho com a vida feito nó desatado. Sonho com Deus na existência das paisagens sublimes, porque basta estar vivo para sentir. E sentir é essa coisa cheia de magia, mistério e pergunta em berço de criança a atiçar a alma a fim de continuar viva. Porque viver consiste nesse propósito, você me disse antes e eu relembro agora, viver consiste em buscar, mais do que compreender.
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